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Nos primórdios da sociedade industrial moderna, os PAPÉIS AROMÁTICOS OFICINAIS - conhecidos no passado como “Papéis medicinais” - representavam na Europa um verdadeiro remédio medicamentoso contra várias afecções, assim como o único tipo de produto no comércio capaz tanto de desodorizar quanto sanear os ambientes. Barracas de acampamento, hospitais, colégios, moradias húmidas, eram, por exemplo, todos lugares a risco de epidemia: por isso usava-se purificá-los periodicamente com as fumigações difusas pela combustão sem chama típica desses papéis, os quais difundiam também um perfume agradável.
Certamente a produção de Papéis medicinais era totalmente artesanal e prerrogativa quase que exclusiva de farmacêuticos especializados, os quais dispunham de formulações especiais para a preparação de vários papéis fumigantes: antiasma, antireumáticos, antissépticos, etc. como tratamentos específicos médico/terapêuticos de vários problemas de saúde.
Dos vários Papéis medicinais no comércio nos reinos da Europa entre o século XVI e meados do século XX, provavelmente permanecem hoje no comércio somente dois, quase com certeza os últimos da sua história, ambos do género desodorante/antisséptico, muito populares e com uma longa tradição: o italiano "Carta d’Eritrea" com o francês "Papier d'Arménie".
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